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Uma noite, três exemplos de você-sabe-o-quê na Paralimpíada

por marceloleite
27 de agosto de 2021
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Nove letras, uma cedilha e um til formam uma espécie de ‘palavra non-grata’ no movimento paralímpico (na língua portuguesa, é claro). O uso dela, evitado, por exemplo, em textos do Comitê Paralímpico Brasileiro, pode levar o leitor ou espectador a achar que os atletas devem receber um olhar de pena ou ser enaltecidos apenas pelo fato de que conseguem ter uma vida normal e competir mesmo tendo uma deficiência. 

Essa palavra é integrante de longa data do léxico da mídia esportiva, que vive (com alguma razão) de destacar os feitos que parecem inalcançáveis para nós meros mortais, muitas vezes sob intensa adversidade. 

Foi o que aconteceu com três medalhistas do Brasil na primeira noite do atletismo na Paralimpíada de Tóquio.

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Ao primeiro olhar, não parece que a vitória de Petrúcio Ferreira nos 100m classe T47, repetindo o resultado de 2016 no Rio e coroando o atual campeão e recordista mundial, tenha sido fruto da ideia representada por esta palavra. Porém, ele revelou que correu ainda se recuperando de uma lesão na coxa esquerda, que colocou em dúvida a participação dele na prova mais importante da modalidade.

Outro medalhista de ouro, Wallace Santos, do arremesso de peso F55, teve que lidar recentemente com as mortes da primeira treinadora – com quem trabalhou por muitos anos – e do tio, de quem era muito próximo.

Por último, João Victor Teixeira, também do arremesso de peso mas na classe F37, saiu com o bronze. O último teste que ele precisava fazer antes do voo para o Japão teve resultado positivo para Covid-19. Além da incerteza sobre a viagem, a doença afetou os treinamentos do atleta na reta final de preparação para a principal competição da vida dele. João permaneceu em casa, se preparando em condições longe das ideais e dias depois testou novamente. Desta vez não havia mais traços do coronavírus em seu organismo. Ele foi para o Japão, fez a melhor marca da carreira na prova e, ao conseguir alcançar o pódio, não pôde fugir da felicidade que só uma boa surpresa pode causar. E também não fugiu da palavra que tentei evitar por todo este texto.

“Agora eu posso dizer que sou um exemplo de superação. Quando você ‘supera’ a deficiência, algo que depende unicamente de você, é uma obrigação. Mas quando você supera algo que não está no seu controle, na sua mão, isso sim é superação para mim. Eu superei essa doença. Essa medalha vale ouro para mim”, disse o medalhista de bronze.

Assuntos: Agência BrasilGoverno Federal
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