Um evento em Brasília reuniu moradores e representantes das 35 Regiões Administrativas do Distrito Federal para discutir problemas locais e apresentar propostas para o futuro da capital. O primeiro Hackatown das Regiões Administrativas ocorreu em 30 de maio de 2026, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e teve 396 inscritos.
Ao longo das atividades, os participantes trabalharam na elaboração de 72 propostas relacionadas ao desenvolvimento social e econômico do DF. A iniciativa fez parte do projeto O DF que a gente quer 2026, voltado à construção de uma agenda de longo prazo para o Distrito Federal.
Para quem quer entender como foi o encontro, quais foram os resultados e o que pode acontecer com as propostas apresentadas, o principal ponto é que o evento não funcionou como uma feira ou programação aberta de lazer. A atividade teve caráter participativo e reuniu cidadãos envolvidos em discussões sobre planejamento, políticas públicas e desenvolvimento regional.
O que foi o Hackatown das Regiões Administrativas
O Hackatown foi organizado como uma jornada de debates e construção coletiva. A proposta era reunir pessoas de diferentes regiões do DF em um mesmo espaço para identificar desafios, trocar experiências e formular soluções aplicáveis à realidade local.
O encontro foi promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal, o Codese-DF, dentro do projeto O DF que a gente quer. Segundo as informações divulgadas sobre a iniciativa, a organização não tinha vínculo partidário ou governamental.
A programação contou com participantes que atuam voluntariamente em câmaras técnicas e grupos de trabalho ligados ao desenvolvimento de longo prazo da cidade. A ideia foi aproximar moradores, lideranças e pessoas que acompanham temas específicos das Regiões Administrativas.
Antes da realização, a previsão divulgada pela Escola de Políticas Públicas e Governo da Fundação Getulio Vargas, que participou da organização das atividades, era reunir entre 420 e 475 pessoas. O balanço posterior apontou 396 inscritos.
Onde e quando o evento ocorreu
O primeiro Hackatown das Regiões Administrativas foi realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A programação principal ocorreu no sábado, 30 de maio de 2026, conforme divulgação da organização e de instituições parceiras.
Como o encontro já foi encerrado, não há inscrição aberta para essa edição. Pessoas interessadas em acompanhar os desdobramentos devem consultar os canais do projeto O DF que a gente quer e as instituições envolvidas na elaboração do documento de propostas.
Também foi realizado, em 13 de junho de 2026, um evento de legitimação das propostas no mesmo complexo do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A página da iniciativa informou que o público poderia se cadastrar para votar nas propostas apresentadas, mas a participação nessa etapa dependeu do período e das regras divulgadas pelos organizadores.
Quais foram os resultados
O principal resultado do encontro foi a elaboração de 72 propostas para áreas relacionadas ao desenvolvimento social e econômico do Distrito Federal. As ideias foram construídas a partir das discussões entre participantes de diferentes Regiões Administrativas.
O modelo de trabalho buscou permitir que os moradores apontassem dificuldades observadas em suas próprias comunidades e, ao mesmo tempo, conhecessem problemas enfrentados em outras áreas do DF. Essa troca é relevante porque o Distrito Federal reúne regiões com perfis urbanos, econômicos e sociais distintos.
O evento também procurou estimular o uso de ferramentas participativas. A programação previa exposições, debates, mapas interativos, simulações de impacto e interações digitais por meio de smartphones. Esses recursos foram usados para organizar contribuições, avaliar ideias e comparar prioridades.
As propostas não representaram, por si só, obras, programas ou políticas públicas já aprovados. O material divulgado indica que elas poderiam ser incorporadas ao documento final do projeto O DF que a gente quer 2026. Portanto, a apresentação de uma ideia no Hackatown não significou garantia de execução imediata.
Regiões que se destacaram
Quatro equipes foram reconhecidas durante o encontro: Recanto das Emas, Gama, Riacho Fundo I e Taguatinga. A avaliação considerou critérios como participação, quantidade de propostas apresentadas e nível de engajamento nas atividades.
De acordo com as informações divulgadas sobre o evento, as equipes receberam premiações que chegaram a R$ 5 mil por grupo. O reconhecimento teve como objetivo destacar a mobilização dos participantes e a contribuição das equipes para a produção das propostas.
O resultado não significa que as quatro regiões tenham sido escolhidas para receber ações prioritárias do poder público. O reconhecimento esteve relacionado ao desempenho das equipes durante a dinâmica do encontro.
Como as propostas podem avançar
As 72 propostas podem integrar o documento O DF que a gente quer 2026, que é apresentado como uma agenda de desenvolvimento para o Distrito Federal. A intenção é reunir contribuições da sociedade e organizar prioridades para temas considerados estratégicos.
O documento costuma ser associado a um ciclo de debate público realizado em anos eleitorais. Conforme divulgado sobre a edição de 2026, a publicação final deve ser apresentada aos candidatos ao Governo do Distrito Federal. Os concorrentes são convidados a assumir compromissos relacionados às ações e metas indicadas no material.
Esse processo, no entanto, não substitui as etapas formais de planejamento, orçamento, aprovação legislativa, licenciamento ou contratação necessárias para a execução de políticas públicas. Uma proposta pode ser analisada, modificada, incorporada a estudos ou não avançar, conforme decisões futuras e disponibilidade de recursos.
Por isso, moradores interessados em acompanhar o tema devem verificar se o documento final foi publicado, quais propostas foram incluídas e quais responsáveis, prazos e fontes de financiamento foram definidos. Esses detalhes são necessários para transformar uma ideia debatida em uma ação acompanhável pela população.
Quem participou
O encontro foi voltado principalmente a cidadãos voluntários envolvidos em câmaras técnicas e grupos de trabalho ligados ao planejamento do DF. A participação ocorreu por meio de representantes e equipes vinculadas às 35 Regiões Administrativas.
A iniciativa também contou com a participação de 21 mestrandos da Escola de Políticas Públicas e Governo da FGV, que atuaram como facilitadores dos debates e das atividades. O papel dos facilitadores foi apoiar a organização das discussões e ajudar os grupos a sistematizar suas contribuições.
Entre os participantes estavam moradores, lideranças e representantes de diferentes regiões. A presença de pessoas de áreas como Gama, Taguatinga, Recanto das Emas e Riacho Fundo I apareceu no resultado das equipes reconhecidas, mas o evento reuniu representantes de todo o território administrativo do DF.
Como acompanhar os desdobramentos
Quem não participou do Hackatown pode acompanhar os próximos passos por três caminhos. O primeiro é consultar as páginas oficiais e institucionais do projeto O DF que a gente quer, onde podem ser divulgados o documento final, as propostas consolidadas e novas etapas de participação.
O segundo é verificar informações do Codese-DF, entidade responsável pela organização do projeto. Também é possível acompanhar publicações de instituições parceiras, como a FGV, que divulgou informações sobre a realização do encontro e a metodologia prevista.
O terceiro caminho é observar a tramitação de programas, projetos, audiências públicas e proposições relacionados aos temas discutidos. Quando uma proposta passa a ser analisada pelo poder público, normalmente precisa aparecer em documentos oficiais, planos, editais, projetos de lei ou atos administrativos.
Até o momento, as informações disponíveis confirmam a realização do evento, o número de inscritos e a produção das 72 propostas. Não foi detalhado, nas divulgações consultadas, um cronograma completo de execução para cada ideia, nem foram informados responsáveis públicos, custos totais ou prazos individualizados.
O que o evento representa para Brasília
A reunião de moradores de diferentes regiões mostra uma tentativa de organizar a participação social em torno de uma visão integrada para o Distrito Federal. Em vez de discutir apenas demandas isoladas, o formato propôs comparar prioridades e buscar soluções que possam beneficiar comunidades com características semelhantes.
O encontro também reforçou a importância de separar três momentos: a escuta da população, a formulação das propostas e a execução das medidas. O Hackatown cumpriu a função de reunir contribuições e organizar ideias. A implementação, porém, depende de decisões posteriores e de mecanismos formais de acompanhamento.
Para o morador, a principal utilidade de acompanhar esse tipo de iniciativa é saber se as sugestões apresentadas continuam no processo, como foram alteradas e quais compromissos foram assumidos. A participação não termina com a entrega de uma proposta: a fiscalização dos resultados também faz parte do controle social.
Mais informações sobre o projeto e sobre as etapas de participação podem ser consultadas no site da FGV e na página de legitimação do O DF que a gente quer.



