segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SAÚDE

Tempo seco de Brasília: cuidados essenciais para proteger a saúde

O tempo seco de Brasília exige cuidados com hidratação, pele, olhos e sistema respiratório. Veja como reduzir os efeitos da baixa umidade e quando procurar atendimento médico.

O tempo seco de Brasília pode afetar diferentes partes do organismo, principalmente em períodos de baixa umidade do ar e temperaturas elevadas. Ressecamento no nariz e na garganta, irritação nos olhos, pele áspera, sangramento nasal, tosse e piora de doenças respiratórias estão entre os efeitos mais comuns.

As consequências tendem a ser mais intensas para crianças, idosos, pessoas com asma, rinite, bronquite, doença pulmonar ou problemas cardiovasculares. A combinação entre calor, pouca umidade e maior concentração de poeira, fumaça e outros poluentes também pode dificultar a respiração e agravar sintomas preexistentes.

Para atravessar o período de seca com mais segurança, a recomendação é manter a hidratação ao longo do dia, evitar esforço físico nos horários mais quentes, proteger as mucosas e observar sinais que indiquem a necessidade de atendimento médico. (agenciabrasilia.df.gov.br)

Por que o tempo seco afeta a saúde

A umidade relativa do ar indica a quantidade de vapor de água presente na atmosfera. Quando esse índice cai, o ar retira mais água das superfícies do corpo, o que favorece o ressecamento da pele e das mucosas do nariz, da garganta e dos olhos.

As mucosas funcionam como uma barreira de proteção para o sistema respiratório. Em condições normais, elas ajudam a reter partículas e microrganismos. Com o ressecamento, essa defesa pode ficar prejudicada, aumentando a irritação e facilitando o aparecimento ou a piora de sintomas respiratórios.

Em Brasília, a redução das chuvas durante a estação seca também pode contribuir para a suspensão de poeira e partículas no ar. A presença de fumaça de queimadas, poluentes de veículos e outros materiais irritantes tende a agravar o desconforto, principalmente em pessoas com doenças respiratórias.

A baixa umidade não causa, sozinha, todas as infecções respiratórias, mas pode deixar o organismo mais vulnerável à irritação e à piora de quadros como rinite e asma. Por isso, o cuidado deve combinar hidratação, redução da exposição a agentes irritantes e acompanhamento médico quando necessário. (coren-df.gov.br)

Hidratação deve ser mantida ao longo do dia

Beber água regularmente é uma das principais medidas para reduzir os efeitos do tempo seco. A orientação é não esperar a sede aparecer, especialmente no caso de crianças, idosos e pessoas que passam muitas horas fora de casa. Manter uma garrafa por perto pode ajudar a transformar a ingestão de líquidos em um hábito.

Água deve ser a principal escolha. Água de coco e sucos naturais também podem fazer parte da rotina, desde que não substituam completamente a água e que o consumo de açúcar seja moderado. Bebidas alcoólicas não são indicadas para hidratar o organismo e podem favorecer a perda de líquidos.

É importante que pessoas com restrição de ingestão de líquidos, como alguns pacientes com doenças renais ou cardíacas, sigam a orientação do profissional de saúde que acompanha o caso. Nesses casos, aumentar a quantidade de água sem avaliação pode ser inadequado.

Alguns sinais podem indicar desidratação: boca seca, tontura, fraqueza, sonolência, dor de cabeça, urina mais escura ou redução importante da frequência urinária. Em crianças pequenas, também merecem atenção a ausência de lágrimas, a irritabilidade, a sonolência fora do habitual e a diminuição da disposição para mamar. (bvsms.saude.gov.br)

Como proteger nariz, garganta e olhos

O ressecamento das vias respiratórias pode causar ardência, coceira, obstrução nasal, formação de crostas, tosse e sangramento. A lavagem ou hidratação nasal com solução fisiológica pode aliviar o desconforto e ajudar a manter a mucosa úmida.

Produtos utilizados no nariz devem ser próprios para essa finalidade. Não é recomendado aplicar água da torneira diretamente nas cavidades nasais, pois ela pode conter microrganismos. Em caso de dúvida sobre o produto ou a frequência de uso, a orientação deve ser buscada com um profissional de saúde.

Os olhos também podem ficar vermelhos, ardendo ou lacrimejando. Colírios lubrificantes podem ser indicados em algumas situações, mas o uso deve respeitar as instruções da embalagem ou a recomendação de um oftalmologista. Colírios com medicamentos não devem ser usados por conta própria.

Para reduzir a irritação, é útil evitar fumaça, poeira, ambientes muito empoeirados e exposição prolongada ao vento. Pessoas que usam lentes de contato devem redobrar a atenção à higiene e procurar orientação se houver dor, vermelhidão persistente ou alteração da visão.

Cuidados com a pele e os lábios

A pele perde água mais rapidamente em ambientes secos e pode apresentar descamação, coceira, fissuras e sensação de repuxamento. Banhos muito quentes e demorados, o uso excessivo de sabonetes e o atrito com buchas podem piorar o ressecamento.

Dar preferência a banhos mornos e rápidos, usar sabonete suave e aplicar hidratante após o banho são medidas que ajudam a preservar a barreira natural da pele. Regiões como mãos, cotovelos, joelhos e pernas costumam exigir atenção especial.

Os lábios também podem rachar. O uso de protetor labial contribui para reduzir a perda de água e proteger a região. É importante evitar arrancar a pele solta ou umedecer os lábios repetidamente com a língua, hábito que pode aumentar a irritação.

Mesmo em dias nublados ou com sensação de frio, a exposição solar continua exigindo proteção. Roupas leves, chapéu, óculos escuros e protetor solar adequado ajudam a reduzir os danos provocados pela radiação ultravioleta.

Exercícios físicos exigem planejamento

O esforço físico aumenta a produção de calor e a perda de líquidos pelo suor e pela respiração. Em dias muito secos e quentes, essa combinação pode elevar o risco de mal-estar, queda de pressão, desidratação e agravamento de problemas respiratórios.

A recomendação é evitar exercícios ao ar livre nos períodos mais quentes e secos do dia, geralmente entre o fim da manhã e o meio da tarde. Os horários exatos podem variar conforme a previsão meteorológica, a exposição ao sol e as condições de cada pessoa.

Quem precisar se exercitar deve preferir locais ventilados e protegidos do sol, reduzir a intensidade da atividade e fazer pausas. A hidratação antes, durante e depois do exercício também é importante. Pessoas com doenças crônicas devem conversar com um profissional de saúde sobre limites e cuidados específicos.

Durante a atividade, falta de ar fora do habitual, tontura, fraqueza, dor no peito, confusão, náusea ou dor de cabeça intensa são sinais para interromper o exercício e procurar ajuda.

Como melhorar o ar dentro de casa

Manter o ambiente limpo ajuda a reduzir a concentração de poeira, mas a limpeza deve ser feita com pano úmido ou aspirador, sempre que possível. Varrer a seco pode espalhar partículas e aumentar a irritação das vias respiratórias.

Recipientes com água, toalhas úmidas e umidificadores podem contribuir para aumentar a umidade em ambientes internos. No caso dos aparelhos, é indispensável seguir as instruções do fabricante, trocar a água e higienizar o reservatório regularmente.

O uso excessivo de umidificadores pode elevar demais a umidade e favorecer mofo, bolor e proliferação de microrganismos. Por isso, o aparelho não deve ser mantido ligado continuamente em um cômodo fechado. A ventilação adequada também é importante.

Ar-condicionado, ventiladores e filtros precisam de manutenção. Filtros sujos podem acumular poeira e outros materiais que pioram a qualidade do ar. Quando o equipamento estiver ligado, é recomendável evitar temperaturas muito baixas, que podem aumentar o desconforto respiratório.

Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção

Bebês e crianças podem perder líquidos com maior rapidez e nem sempre conseguem comunicar sede ou mal-estar. Os responsáveis devem oferecer água com frequência, observar a urina, manter a pele protegida e evitar exposição prolongada ao calor.

Em bebês, redução das mamadas, boca seca, ausência de lágrimas, irritabilidade, sonolência excessiva e diminuição da quantidade de urina exigem avaliação. A oferta de água para crianças pequenas deve seguir a orientação do pediatra, especialmente no caso de bebês em aleitamento.

Idosos também podem apresentar menor percepção de sede. Familiares e cuidadores devem lembrar de oferecer líquidos ao longo do dia, sem esperar que a pessoa peça. É necessário observar mudanças no comportamento, fraqueza, confusão, tontura e redução da urina.

Pessoas com asma, rinite, bronquite, enfisema, doença pulmonar obstrutiva crônica e problemas cardíacos devem manter os medicamentos prescritos e não interromper o tratamento por conta própria. A piora da tosse, chiado, falta de ar ou necessidade mais frequente de medicação de resgate deve ser comunicada ao serviço de saúde.

O tempo seco também pode afetar trabalhadores que permanecem ao ar livre, profissionais que atuam em áreas com poeira e pessoas expostas à fumaça. Nesses casos, o planejamento de pausas, o acesso à água e o uso correto de equipamentos de proteção são medidas importantes.

O que fazer em caso de sangramento nasal

O sangramento nasal pode ocorrer quando a mucosa fica ressecada ou sofre algum trauma. Ao perceber o sangramento, a pessoa deve sentar-se, inclinar levemente a cabeça para a frente e apertar a parte macia do nariz por alguns minutos, respirando pela boca.

Inclinar a cabeça para trás não é recomendado, porque o sangue pode escorrer para a garganta. Também não se deve introduzir objetos ou materiais profundamente no nariz.

Se o sangramento for intenso, durar muito tempo, voltar com frequência ou estiver associado a tontura e fraqueza, é necessário procurar atendimento médico. Pessoas que usam anticoagulantes ou têm problemas de coagulação devem ter atenção redobrada.

Quando procurar atendimento médico

Nem todo desconforto provocado pelo tempo seco é grave, mas alguns sintomas indicam a necessidade de avaliação. Procure uma Unidade Básica de Saúde quando houver sintomas persistentes, piora de uma doença respiratória ou dificuldade para controlar manifestações como tosse, chiado e irritação intensa.

Falta de ar importante, dor ou pressão no peito, lábios arroxeados, confusão mental, desmaio, sonolência intensa, febre persistente, sinais de desidratação ou sangramento nasal que não cessa exigem atendimento rápido.

No Distrito Federal, a população pode buscar orientação inicial na Unidade Básica de Saúde de referência. Situações de urgência podem ser encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento. Em emergências, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pode ser acionado pelo telefone 192. (agenciabrasilia.df.gov.br)

Cuidados simples reduzem os efeitos da seca

O tempo seco de Brasília faz parte da rotina climática da capital, mas seus efeitos não precisam ser ignorados. Beber água regularmente, proteger a pele e as mucosas, reduzir a exposição aos horários mais quentes, manter os ambientes limpos e observar os grupos mais vulneráveis são atitudes que ajudam a prevenir complicações.

Também é importante acompanhar os alertas meteorológicos e de qualidade do ar, sobretudo em períodos de baixa umidade, calor intenso ou presença de fumaça. Quando os sintomas ultrapassarem um desconforto leve ou houver piora de uma condição já conhecida, a orientação profissional deve ser procurada sem demora.