terça-feira, 27 de outubro de 2026
Brasil

BB prepara atendimento e comunicação sobre proteção a mulheres em situação de violência

Acordo com o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais prevê capacitação de funcionários, divulgação do Ligue 180, encaminhamento à rede pública e campanhas educativas.
BB prepara atendimento e comunicação sobre proteção a mulheres em situação de violência
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

Mulheres que procurarem auxílio em agências do Banco do Brasil (BB) por enfrentarem situações de violência poderão receber acolhimento e orientações de funcionários capacitados. A instituição também deverá divulgar informações sobre denúncia, atendimento e proteção em aplicativos, canais eletrônicos e telas de terminais de autoatendimento.

As medidas integram um Acordo de Cooperação Técnica firmado nesta semana entre o banco e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). A parceria foi apresentada como uma iniciativa de prevenção, acolhimento, encaminhamento e conscientização para o enfrentamento da violência contra a mulher e do feminicídio.

Atendimento nas agências

O acordo prevê a preparação dos profissionais do Banco do Brasil para reconhecer situações de violência e prestar apoio de forma humanizada e segura. Se uma mulher estiver em situação de risco e buscar ajuda em uma agência, os funcionários deverão fornecer orientações e, conforme o caso, acionar serviços de emergência ou encaminhá-la à rede de proteção.

O atendimento deverá respeitar os protocolos de segurança e os limites de atuação da instituição. A proposta também inclui cuidados para evitar que a abordagem exponha a mulher a novos riscos e para preservar sua segurança e privacidade.

Além do contato presencial, o banco deverá realizar ações de comunicação institucional e campanhas educativas. A divulgação incluirá o Ligue 180, canal oficial de atendimento à mulher, além de informações sobre canais de denúncia, direitos, medidas protetivas e serviços especializados.

Quatro frentes de atuação

As iniciativas foram organizadas em quatro eixos. O primeiro trata do acolhimento e do encaminhamento de mulheres em situação de violência aos canais oficiais de denúncia e à rede pública de proteção. O segundo envolve a capacitação institucional, com produção de conteúdos educacionais para preparar os profissionais a identificar, prevenir e enfrentar a violência de gênero e o feminicídio.

O terceiro eixo prevê apoio às ações repressivas conduzidas pelas autoridades competentes, dentro dos limites legais. O quarto é voltado à realização de campanhas educativas sobre sinais de alerta, medidas protetivas, direitos das mulheres e formas de buscar ajuda.

Em situações de emergência, quando houver risco imediato, a orientação indicada é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 oferece informações sobre direitos e serviços de atendimento e também recebe denúncias de violência contra mulheres.

Participação dos Ministérios Públicos

O acordo terá duração de quatro anos e poderá receber a adesão dos Ministérios Públicos dos estados, do Distrito Federal e da União. Até o momento, participam da iniciativa os Ministérios Públicos de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.

A execução será acompanhada por grupos técnicos do Banco do Brasil e do CNPG. Esses grupos deverão monitorar as iniciativas e apoiar a implementação das ações previstas na parceria.

Autonomia financeira

O acordo também relaciona a proteção das mulheres à autonomia financeira. O Banco do Brasil mantém o programa Mulheres no Topo, que reúne capacitação, educação empreendedora e orientação para a gestão de negócios.

A instituição informa ainda que a iniciativa disponibiliza linhas de crédito voltadas às mulheres, como Giro Mãe Empreendedora, FCO Mulher Empreendedora, Procred 360 Mulheres e Pronaf Mulher. A proposta é combinar capacitação e acesso a recursos financeiros com as ações de informação, acolhimento e encaminhamento previstas no acordo.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos