terça-feira, 20 de outubro de 2026
Brasil

Balanço detalha tipos de ocorrência e estrutura mobilizada na Operação Mulher Segura

Ação coordenada pelo Ministério da Justiça registrou 57.790 prisões e atendeu 228 mil vítimas em 141 dias; lesão corporal e ameaça foram os crimes mais frequentes.
Balanço detalha tipos de ocorrência e estrutura mobilizada na Operação Mulher Segura
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

A Operação Mulher Segura registrou 57.790 prisões de agressores e atendeu 228 mil vítimas ao longo de 141 dias, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A mobilização começou em 1º de junho e reúne forças de segurança estaduais e federais em ações de prevenção e repressão à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Entre as detenções contabilizadas, 49.129 ocorreram em flagrante e 8.661 foram realizadas por meio do cumprimento de mandados judiciais. O ministério informou que a operação alcançou 4.253 municípios em todas as unidades da federação.

Lesão corporal foi a ocorrência mais registrada

Os dados apontam 16.644 registros de lesão corporal durante o período. A ameaça aparece em seguida, com 15.019 ocorrências. Também foram contabilizados 4.949 descumprimentos de medidas protetivas de urgência. Outras tipificações somaram 5.165 registros.

A operação prevê medidas de prevenção, proteção e atendimento às vítimas, além da responsabilização dos autores. Entre as atividades mencionadas estão visitas preventivas, acompanhamento de mulheres protegidas por medidas protetivas e cumprimento de ordens judiciais. As prisões em flagrante são destacadas especialmente para situações consideradas de risco de agravamento da violência.

Efetivo e distribuição regional

A Secretaria Nacional de Segurança Pública mobilizou 123.878 policiais e 44.906 viaturas durante as ações. A Região Sul concentrou o maior percentual das prisões, com 36%. O Centro-Oeste respondeu por 26%, seguido pelo Sudeste, com 18%, pelo Nordeste, com 15%, e pelo Norte, com 4%.

Nas diligências relacionadas às ocorrências, o Sudeste reuniu a maior parcela proporcional das vítimas atendidas, com 33%. A divulgação apresenta os percentuais regionais, mas não informa os números absolutos de prisões e atendimentos correspondentes a cada região.

Operação tem caráter permanente

De acordo com o Ministério da Justiça, a mobilização tem caráter permanente e também inclui ações sociais e educativas. A expectativa da pasta é que 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas até o fim do ano.

O balanço não detalha, na divulgação, um prazo intermediário, a distribuição regional da expectativa de 100 mil pessoas ou os critérios usados para projetar esse resultado. Também não são apresentados valores financeiros da operação nem metas específicas para as ações de acompanhamento, prevenção e atendimento.

Canais de orientação e denúncia

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 oferece atendimento gratuito, sigiloso e 24 horas por dia. O canal recebe denúncias pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail [email protected] e por videochamada em Libras.

A divulgação também cita a Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, a Procuradoria-Geral Eleitoral, a Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça, a Polícia Federal e o Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União como alternativas para comunicação de ocorrências e busca de orientação.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos