segunda-feira, 5 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Senado em 2027 terá 40 novos senadores e 14 reeleitos

A eleição deste domingo, 4 de outubro de 2026, definiu os ocupantes de 54 das 81 cadeiras do Senado para os próximos oito anos. Quarenta vagas serão ocupadas por novos senadores, enquanto 14 atuais parlamentares foram reeleitos. A taxa de renovação chega a 74%.
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O Senado terá uma ampla renovação a partir de 2027. A eleição deste domingo, 4 de outubro de 2026, definiu os ocupantes de 54 das 81 cadeiras da Casa para os próximos oito anos. Desse total, 40 vagas serão ocupadas por novos senadores, enquanto 14 parlamentares conseguiram a reeleição.

A renovação alcança 74% das cadeiras em disputa. O resultado também mostra que 18 dos 32 senadores que tentaram permanecer no cargo foram derrotados. Entre os titulares que buscaram um novo mandato, 43,7% conseguiram se reeleger.

Maioria das cadeiras em disputa terá novos ocupantes

O número de 40 novos senadores considera todas as cadeiras que mudaram de ocupante na eleição de 2026. As 54 vagas submetidas à votação correspondem a dois terços do Senado, que tem 81 integrantes.

As outras 27 cadeiras da Casa não estavam em disputa neste ano. Elas foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato previsto até janeiro de 2031. Mesmo entre essas vagas, porém, haverá alterações na composição do Senado a partir do próximo ano em razão da eleição de alguns parlamentares para outros cargos.

Com o resultado das urnas, a próxima composição do Senado será marcada pela entrada de 40 nomes que não ocupavam as cadeiras renovadas. Os demais postos definidos na eleição de 2026 ficarão com parlamentares que já exerciam o mandato e obtiveram autorização dos eleitores para permanecer por mais oito anos.

Quatorze senadores foram reeleitos

Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato. A lista inclui Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe; Carlos Portinho, do PL do Rio de Janeiro; Cid Gomes, do PSB do Ceará; e Eduardo Braga, do MDB do Amazonas.

Também foram reeleitos Eduardo Gomes, do PL de Tocantins; Humberto Costa, do PT de Pernambuco; Jaques Wagner, do PT da Bahia; Lucas Barreto, do PSD do Amapá; e Marcelo Castro, do MDB do Piauí.

Completam a relação Marcio Bittar, do PL do Acre; Plínio Valério, do PSDB do Amazonas; Rogério Carvalho, do PT de Sergipe; Styvenson Valentim, do Podemos do Rio Grande do Norte; e Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba.

O resultado significa que menos da metade dos senadores que buscavam permanecer no cargo conseguiu a reeleição. Dos 32 candidatos titulares, 18 não continuarão nas cadeiras que ocupavam, conforme o resultado da eleição.

Renovação foi ampliada pelo resultado das urnas

A mudança na composição do Senado já estava prevista antes da apuração. Entre os ocupantes das 54 cadeiras que seriam submetidas à votação, 13 não eram candidatos à reeleição. Outros nove senadores disputaram cargos diferentes ou participaram da eleição como suplentes.

Essas situações já indicavam que parte relevante das vagas teria novos ocupantes em 2027. A renovação, no entanto, foi ampliada porque 18 dos 32 senadores que tentaram continuar no cargo foram derrotados.

Na prática, a eleição combinou três movimentos: a saída de senadores que não concorreram novamente ao cargo, a disputa de parlamentares por outras funções e a derrota de parte dos candidatos que buscavam a reeleição.

O resultado final levou à substituição de 40 dos 54 senadores escolhidos na eleição deste ano. Os 14 reeleitos representam a parcela dos atuais titulares que conseguiu manter a cadeira entre as vagas renovadas.

Comparação com a eleição de 2018

A disputa de 2026 repete um dado registrado em 2018: nos dois pleitos, 32 senadores titulares tentaram continuar no Senado. O desempenho dos candidatos, contudo, foi diferente nas duas eleições.

Em 2018, apenas oito dos 32 senadores que buscavam a reeleição conseguiram permanecer na Casa. Naquele ano, 46 das 54 cadeiras em disputa foram renovadas, o equivalente a 85,19%.

Em 2026, 14 senadores foram reeleitos e 40 vagas mudaram de ocupante. Com isso, o índice de reeleição foi maior do que o registrado em 2018, enquanto a taxa de renovação ficou abaixo daquela eleição.

A comparação considera o mesmo número de titulares concorrendo novamente e a mesma quantidade de cadeiras submetidas à votação. A diferença está no resultado obtido pelos candidatos que tentavam permanecer no Senado.

Outras mudanças podem ocorrer nas cadeiras eleitas em 2022

Embora 27 cadeiras não tenham sido disputadas em 2026, algumas delas também poderão ter novos ocupantes a partir do próximo ano. Isso ocorre porque senadores eleitos em 2022 concorreram a outros cargos nas eleições deste ano.

Cleitinho, do Republicanos de Minas Gerais, e Sergio Moro, do PL do Paraná, foram eleitos governadores. A mudança de função abre a possibilidade de alteração na representação desses estados no Senado.

Alan Rick, do Republicanos do Acre; Omar Aziz, do PSD do Amazonas; e Professora Dorinha Seabra, do União de Tocantins, avançaram para o segundo turno em seus respectivos estados. A situação desses parlamentares também está relacionada às possíveis mudanças na composição da Casa a partir de 2027.

Essas vagas não fazem parte das 54 cadeiras diretamente definidas pela eleição para o Senado em 2026. Elas foram preenchidas na eleição anterior e têm mandato até janeiro de 2031, mas a eleição para outros cargos pode alterar quem ocupará esses postos no próximo período.

Renovação ocorre de forma alternada

O Senado é renovado alternadamente a cada quatro anos. Em uma eleição, os eleitores escolhem dois terços dos integrantes da Casa. Na seguinte, é escolhido um terço.

O modelo faz com que nem todas as 81 cadeiras sejam submetidas à votação ao mesmo tempo. Em 2026, foram disputadas 54 vagas, correspondentes a dois terços do Senado. As 27 restantes haviam sido escolhidas em 2022 e permanecem vinculadas a mandatos que vão até janeiro de 2031.

Esse sistema explica por que a eleição deste ano provocou uma mudança expressiva mesmo sem alcançar todos os integrantes do Senado. A alteração direta atingiu 54 cadeiras, enquanto outras 27 permaneceram fora da disputa regular.

A partir de 2027, portanto, o Senado terá 40 novos ocupantes nas vagas renovadas e 14 senadores que obtiveram novo mandato. A composição também poderá refletir mudanças decorrentes da eleição de senadores para governos estaduais ou de sua participação em segundos turnos.

Resultado define perfil do Senado a partir de 2027

O principal dado da eleição é a proporção de cadeiras que terão novos titulares. Com 40 mudanças entre as 54 vagas disputadas, a taxa de renovação chegou a 74%.

O número de reeleitos, por outro lado, ficou em 14. A taxa de 43,7% corresponde à proporção de senadores titulares que tentaram permanecer no cargo e conseguiram um novo mandato.

Os resultados mostram uma composição que será formada majoritariamente por novos senadores entre as cadeiras submetidas à votação. Ao mesmo tempo, a presença dos 14 reeleitos mantém parte dos atuais parlamentares na Casa por mais oito anos.

A definição dos nomes ocorreu na eleição de 4 de outubro de 2026. A nova composição passará a ser considerada a partir de 2027, respeitando a duração dos mandatos e o sistema de renovação alternada do Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias. Foto: Roque de Sá/Agência Senado.